quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Ondas de calor disparam no Mediterrâneo

No dia mais quente deste ano em Portugal, um estudo publicado na revista científica «Geophysical Research Letters» previu que as ondas de calor na região mediterrânica aumentem 200 a 500 por cento no decurso deste século...

O número de dias de calor extremo e perigoso para a vida humana, com temperaturas máximas superiores a 35 graus, deve aumentar entre 200 e 500% nos países do Mediterrâneo ao longo deste século. Uma investigação da Universidade de Purdue, nos EUA, e do Centro Internacional de Física Teórica Abdus Salam, em Itália, conclui que, se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem ao ritmo actual, o número de dias por ano com mais de 35 graus aumentarão cinco vezes na região.

A investigação sublinha, porém, que se forem reduzidas as emissões, os dias com temperaturas extremas aumentariam apenas em 50%. O estudo «Heat stress intensification in the Mediterranean climate change hotspot» refere que as zonas com maior risco de sofrer aumento de ondas de calor são o ocidente de França e as costas de Espanha e do Norte da África.
Em Portugal viveu-se ontem o dia mais quente. O Instituto de Meteorologia registou temperaturas acima da média para a época, que terão chegado aos 42 graus no Alentejo e Ribatejo. As elevadas temperaturas levaram o IM a colocar 10 distritos em alerta laranja, um a vermelho e sete a amarelo. A meteorologista Cristina Simões disse que as temperaturas hoje “vão descer acentuadamente”.

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