quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Estudo compara aquecimento global à guerra nuclear
O centro de estudos especializado em segurança afirmou que o aquecimento global vai limitar as safras e a disponibilidade de água em todo o planeta, causando sofrimento e conflitos regionais.
O documento disse que, embora todos tenham começado a reconhecer a ameaça que as mudanças no clima representam, ninguém assumiu um papel efetivo de liderança para tratar da questão, e não se sabe exatamente quando nem onde o problema será mais grave.
"As medidas internacionais mais recentes para combater o aquecimento global representam o reconhecimento ... de que, se a emissão de gases estufa continuar como está, os efeitos serão catastróficos - no nível de uma guerra nuclear", disse o relatório.
"Mesmo que a comunidade internacional consiga adotar medidas abrangentes e eficazes para mitigar as mudanças no clima, ainda assim haverá impactos inevitáveis do aquecimento global sobre o meio ambiente, as economias e a segurança humana."
O IISS cita as consequências tradicionais do aquecimento global, como a elevação do nível do mar, a migração forçada, tempestades mais intensas, secas, enchentes, extinções, incêndios florestais, epidemias, destruição de lavouras e a fome.
O impacto já está sendo sentido, especialmente nos conflitos do Quênia e do Sudão, e o mesmo deve acontecer em outros lugares. "Podemos todos ver que a mudança no clima é uma ameaça à segurança global, e dá para avaliar as causas e as áreas mais óbvias", disse o especialista Nigel Inkster, do centro de estudos. "Muito mais difícil é descobrir como lidar com isso."
O relatório, um documento anual, disse que uma das consequências da mudança no clima é diminuir a capacidade do mundo de combater o aquecimento global, num círculo vicioso. Com isso, aumentaria a distância entre ricos e pobres, e as tensões étnicas cresceriam, o que por sua vez incentivaria a ocorrência de ainda mais conflitos.
As áreas urbanas não escapariam, já que a escassez de água e a redução das safras elevaria muito o preço dos alimentos, disse IISS. Segundo o texto, 65 países devem perder mais de 15 por cento de sua safra agrícola até 2100, quando a população mundial já deve ter chegado aos 9 bilhões de pessoas. (Estadão Online)
Cresce apoio para mercado de carbono ser usado na conservação de florestas
ONGs ambientais agrupadas no Global Canopy Programme (GCP - uma aliança global de estudos e pesquisas das florestas mundiais), incluindo o Friends of Earth Brazil e a Care International, apelaram para que as conservações sejam incluídas a todo custo no novo tratado.
"Queremos que a proteção de florestas sejam incluídas nos mercados nacionais e internacionais de carbono. Deter o processo de desmatamento é uma oportunidade para se conquistar uma grande vitória contra o aquecimento global", afirma Andrew Mitchell, fundador e diretor do GCP.
A demanda pela neutralização de emissões de carbono está crescendo em grandes empresas do ocidente. Companhias desejam alcançar metas governamentais e serem vistas como ecológicamente corretas ao pagarem para outras entidades cortarem emissões em seu beneficio.
Mobilizar esse mercado para a manuntenção de florestas é a grande intenção dos grupos ambientais. Atualmente, projetos de conservação não são selecionáveis para projetos MDL, diferente, por exemplo, de projetos de energias renováveis.
Quem também manifestou interesse na inclusão da proteção florestal foram os reguladores reunidos em Berlim. Liderados pelo enviado das Nações Unidas e ex-presidente chileno, Ricardo Lagos, eles informaram que a conservação deve ser incluída no protocolo pós-Kyoto.
Na semana passada, foi a vez da World Wildlife Fund e o International Institute for Environment and Development (IIED) declararem o mesmo.
"O crescente mercado de carbono oferece grandes oportunidades por ligar a diminuição das emissões de gases do efeito estufa com a conservação das florestas e da biodiversidade", afirmaram o WWF e o IIED em uma nota, acrescetaram ainda que a iniciativa é importante para comunidades locaias e não apenas especuladores.
O Banco Mundial já largou na frente e anunciou planos para projetos pilotos na Papua Nova Guinea, Costa Rica, Indonésia e em outros países,permitindo o ganho de dividendos em troca da preservação de suas florestas. (CarbonoBrasil)
Estudo lista os lugares mais poluídos do mundo
Quatro dos lugares mais poluídos do mundo ficam na Rússia e em duas antigas repúblicas soviéticas, disse na quarta-feira (12) o Instituto Blacksmith, um grupo ambiental independente com sede em Nova York.
Os dez lugares mais poluídos, que ficam em sete países, podem prejudicar a saúde de 12 milhões de pessoas, provocando desde asma e outras doenças respiratórias até defeitos congênitos e a morte prematura, afirmou a entidade.
China e Índia têm dois lugares cada um na lista. A Rússia também tem dois, e os outros quatro estão no Peru, na Ucrânia, no Azerbaijão e na Zâmbia.
"Esses lugares estão sugando a força das populações que os cercam, e não é preciso ciência muito avançada para resolver o problema", disse Richard Fuller, fundador e diretor do grupo, numa entrevista coletiva.
Segundo ele, projetos simples de engenharia podem tornar muitos dos lugares seguros para a saúde, mas que frequentemente faltam vontade política, dinheiro e capacidade técnica.
O relatório lista também os 30 lugares mais poluídos. Na América Latina, são citados a Cidade do México, pela poluição atmosférica, duas minas no Peru e a bacia Matanza-Riachuelo, na Argentina. A cidade paulista de Cubatão, que constava da lista dos 30 mais poluídos em 2006, não aparece este ano.
A bacia do rio Matanza-Riachuelo sai do oeste de Buenos Aires e deságua no estuário do rio da Prata. O relatório cita a contaminação de crianças por chumbo e por cloro, além de problemas dermatológicos e respiratórios. A poluição é causada por lixo industrial, pelo esgoto e por lixões à beira do rio.
Da lista dos dez mais poluídos, os que pertencem à ex-União Soviética são Dzerzhinsk, um dos principais centros de armas químicas do fim da Guerra Fria, na Rússia; Chernobyl, local do pior acidente nuclear da história, em 1986, na Ucrânia; Norilsk, um centro de mineração e fundição na Rússia; e a cidade de Sumgaiyt, no Azerbaijão, onde a contaminação é por lixo industrial.
Linfen, na China, fica no coração da indústria de carvão do país, que está em expansão. Tianjin, por sua vez, é uma das maiores bases de produção de chumbo da China.
Em La Oroya, no Peru, a mineração também provocou contaminação por metais pesados, que afeta 99 por cento das crianças, segundo o levantamento. Em Kabwe, na Zâmbia, o problema é semelhante. Na Índia, os locais poluídos são Sukinda, por causa da mineração, e Vapi, por lixo industrial.
O instituto, que elaborou o relatório em conjunto com a Cruz Verde da Suíça, não classificou os dez locais entre si por causa de variações nas informações de cada país.
A ex-União Soviética responde por dez locais da lista dos 30 mais poluídos; a China tem seis.
A lista anual foi compilada com a ajuda de especialistas da Universidade Harvard, da Universidade Johns Hopkins, do Hunter College em Nova York, do ITT, da Índia, da Universidade de Idaho, do Hospital Mount Sinai em Nova York, entre outros. (Estadão Online)
Órgãos internacionais reforçam alertas sobre aquecimento global
A agricultura é hoje, destacou Muller, o setor mais afetado pelas mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, exigindo políticas imediatas para assegurar a segurança alimentar da população do planeta. A situação de risco é mais grave nos países em desenvolvimento que possuem menor volume de recursos para enfrentar os danos decorrentes deste fenômeno.
As variações climáticas extremas, exemplificou, podem colocar em risco a produção de arroz, alimento básico de mais da metade da população do planeta. O funcionário da FAO defendeu medidas como a introdução de novas variedades melhoradas deste cereal, com maior tolerância à salinidade. Além disso, propôs uma rápida transição para um maior uso de biocombustíveis, levando em conta a segurança alimentar e a preservação ambiental.
Mas a agricultura, acrescentou, é ao mesmo tempo vítima e culpada pelo que está acontecendo com o clima. A produção de arroz, assinalou, é hoje uma das principais fontes de gases causadores do efeito estufa. A pecuária, por sua vez, é responsável por 18% das emissões de gases do efeito estufa em nível mundial, enquanto que o desmatamento responde por 18% das emissões de dióxido de carbono. Para reverter esse quadro, Muller defendeu a mudança na gestão da pecuária e das práticas agrícolas e florestais, com a adoção de práticas de conservação que ajudem a manter grandes quantidades de carbono no solo. (Fonte: Ambiente Já / Agencia Carta Maior(Por Marco Aurélio Weissheimer).
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Presidente tcheco quer desmentir na ONU que mudança climática existe
Klaus, que lançou uma cruzada contra as teorias do aquecimento da atmosfera sustentadas pelo ex-vice-presidente americano Al Gore, publicou este ano suas reflexões no livro "Um Planeta Azul - de modo algum verde".
A campanha de Klaus, que nos EUA conta com o apoio midiático do instituto conservador Heartland Institute, denuncia que "a liberdade, e não o clima, está ameaçada".
O líder tcheco, artífice da transição no país após a derrubada do socialismo nos anos 1990, faz um paralelo improvável entre o ecologismo e o pensamento totalitário imposto na Tchecoslováquia durante o mais de 40 anos.
"O comunismo foi substituído pela ameaça de um ambientalismo ambicioso", diz Klaus.
"Esta ideologia afirma que quer proteger a Terra e a natureza, mas com esse slogan - da mesma forma que os marxistas - ela quer substituir a liberdade e o desenvolvimento espontâneo da humanidade por um certo tipo de planejamento central (agora global) de todo o mundo", disse em carta enviada ao Congresso americano, em março.
Assim, Klaus conclui que "o aquecimento global não é uma crise" e que "as pequenas alterações no clima não requerem medidas restritivas de grande alcance", por isso seria mais útil "dirigir recursos e tempo à saúde e ao sistema educacional". EFE
terça-feira, 11 de setembro de 2007
ONU lança site para troca de direitos de emissão de gases
O site, batizado de CDM Bazaar (www.cdmbazaar.net, em inglês), foi apresentado pela Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês), de modo a disseminar as informações entre compradores, vendedores e fornecedores de serviços em matéria de emissões dos gases.
O Protocolo de Kyoto estipula que os projetos que contribuem para reduzir as emissões desses gases nos países emergentes e colaboram para o desenvolvimento sustentável podem obter direitos de emissão.
As cotas podem ser vendidas para os países industrializados que buscam se ajustar a seus compromissos em matéria de redução de gases.
Os usuários do site podem divulgar informações de projetos que ajudem a reduzir as emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa, mas que precisam de financiamento, direitos de emissão para compra ou venda, dados relativos à evolução do mercado de carbono ou até ofertas de emprego.
"O CDM Bazaar fará o que seu título sugere: ajudar os compradores e os vendedores, todos os que participam desse mercado, a fazer negócios", explicou Yvo de Boer, presidente da UNFCCC. (Fonte: Portal do Meio Ambiente)
Empresas investem na neutralização de carbono
A pioneira foi a Bradesco Capitalização. A venda do título Pé Quente Bradesco SOS Mata Atlântica, com parte do valor pago revertido a projetos ambientais da Fundação Mata Atlântica permitiu o plantio de 15 milhões de mudas de espécies nativas, neutralizando 10 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).
Depois vieram Caixa Seguros e Brasilprev anunciando o plantio de árvores para neutralizar a emissão causada pela operação das companhias, recebendo o selo "Carbon Free", que atesta que elas não contribuem com o aquecimento global e ajudaram a recuperar e a conservar a Mata Atlântica. Recentemente foi a HSBC, numa atitude inédita no Brasil e no mundo. Todo cliente que comprar um seguro de carro será responsável pela preservação de 88 metros quadrados de mata nativa, sem custo no primeiro ano. (Fonte: Celulose Online / Gazeta Mercantil)
CE punirá automobilísticas que emitirem CO2 além do permitido
O porta-voz do órgão, Johannes Laitenberger, lembrou que a CE está preparando uma diretriz que obrigará as empresas a reduzir essas emissões. "A norma européia prevê a possibilidade de aplicar sanções no caso de descumprimento da legislação. Este será o caso desta diretriz", afirmou o porta-voz, que acrescentou que a CE deve apresentá-la no final deste ano ou no início de 2008.
As propostas incluídas na regra "buscarão um equilíbrio de interesses entre a mudança climática e a indústria automobilística" e serão abordadas de maneira "justa e sem nenhum tipo de discriminação", ressaltou.
A CE pretende reduzir as atuais emissões até uma média de 120 gramas por quilômetro, frente aos 163 g/km emitidos atualmente.
Será possível um corte para 130 g/km graças à introdução de melhorias nos motores dos veículos, enquanto os dez gramas adicionais serão reduzidos a partir do aumento do uso de biocombustíveis e do desenvolvimento de novas tecnologias em outros setores relacionados. (Folha Online)
domingo, 9 de setembro de 2007
Clima deslocará 200 milhões de pessoas nos próximos 30 anos
O alerta foi feito durante um evento paralelo à Cúpula contra a Desertificação, que se realiza na capital espanhola. Para a ONG, é preciso "revisar urgentemente o conceito jurídico de refugiado para poder ampliá-lo a novas realidades sociais".
"A regulamentação do chamado 'refugiado ambiental' é imprescindível para preencher uma lacuna jurídica e proporcionar proteção jurídica ao número cada vez maior de pessoas deslocadas por razões ambientais."
A discussão sobre os chamados refugiados ambientais ocorre dentro da própria Organização das Nações Unidas (ONU), que hoje define como refugiados somente aqueles que são forçadas a deixar suas casas por causa de distúrbios políticos ou sociais.
Para a entidade, governos e empresas devem conter a exploração indiscriminada de recursos naturais dos países pobres, que gerariam a perda de florestas, a degradação dos bosques nativos e a mudança no curso dos rios.
TEMPERATURA MÉDIA DO TIBETE SUBIU ENTRE 1 E 2 GRAUS NOS ÚLTIMOS DOIS MESES
Devido a fenômenos meteorológicos como a mudança climática ou o "El Niño", o Tibete experimentou entre dezembro de 2006 e fevereiro de 2007 seu terceiro "Inverno Quente" dos últimos 25 anos, segundo dados da Estação Meteorológica da Região Autônoma do Tibete.
"Este tempo anormal levou a uma maior incidência de condições climática extremas na época de chuvas", explicou Jiala, responsável da estação.
Desde julho, o Tibete experimentou tempestades, granizo, inundações e deslizamentos de terra provocados pelas constantes chuvas, o que também afetou a vida de sua população, a produção agrícola e o transporte. EFE
Aquecimento? De quem é a culpa?
Assista a esse comercial e reflita sobre o que é realmente importante neste momento.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
China apóia plano da Austrália contra o aquecimento global
A "Declaração de Sydney" deve manter a agenda da ONU sobre a aplicação do Protocolo de Kioto como principal documento de trabalho, disse Hu em entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro australiano, John Howard.
Ele explicou que já deixou claro a Howard, há dois dias, a sua intenção de apoiar a proposta australiana.
No entanto, o ministro de Relações Exteriores australiano, Alexander Downer, avaliou que será "muito difícil" conseguir que a China e outras economias do Apec cumpram os objetivos de reduzir as emissões de gases poluentes. A meta do pacto é melhorar a eficiência energética em 25% até 2030.
Alguns países em desenvolvimento, como China e Indonésia, acham que a reunião do Apec em Sydney não é o lugar adequado para debater a mudança climática. (Fonte: EFE)
Mais de 50 líderes mundiais devem comparecer em reunião da ONU sobre mudanças climáticas
Cerca de 100 países indicaram que devem participar, mais da metade enviando representantes ao nível de chefes de Estado.
Kinley afirmou ainda que o evento de um dia deve ser focado em ações já em andamento para diminuir o impacto das mudanças climáticas, assim como em tecnologias para combater o aquecimento global.
No começo de 2007, o Painel Intergovernamental de Mundanças Climáticas da ONU (IPCC) alertou que no fim do século 21 um mundo mais quente iria enfrentar escassez de água, secas, imundações e grandes tempestades; elevando assim problemas de saúde, nutrição e até de moradia.
O debate, que contará também com participação da sociedade civil e de empresas, irá, segundo Kinley, incrementar e gerar mais inicativas e interesses para a importante reunião de dezembro em Bali, na Indonésia.
Esse encontro em Bali, reunindo membros do UNFCC, busca traçar um método para negociar cortes na poluição global que será implementado depois de 2012, quando o protocolo de Kyoto perderá a validade.
Esse novo tratado deve ser concluido até 2010 no máximo, para que todos os membros possam ratificá-lo a tempo. (Fonte: CarbonoBrasil)