quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Especialista diz que Amazônia brasileira resistirá por apenas 70 anos

A floresta amazônica brasileira está com os dias contados e desaparecerá totalmente em 2080 caso o ritmo de desmatamento atual seja mantido, afirmou nessa quarta um especialista no assunto durante seminário organizado pelo Congresso.

De acordo com Philip Martin Fearnside, coordenador de Pesquisas em Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), este é o provável cenário da região quando se considera a atual taxa de desmatamento e de incêndios.

Criado nos anos 50, o Inpa é uma das instituições científicas mais reconhecidas no estudo do ecossistema da Amazônia.

O Brasil será um dos países mais prejudicados pelo aquecimento global, e por isto deve assumir uma liderança internacional no combate ao desmatamento, disse Fearnside.

Algumas pesquisas indicam que, em função do aquecimento global, a temperatura média da Amazônia pode aumentar 14°C, o que terá efeitos devastadores na região.

O seminário foi organizado pelas comissões de Mudanças Climáticas, de Meio Ambiente e de Relações Exteriores, entre outras. (Fonte: Agência EFE)

SuperSurf neutraliza emissões de carbono

O SuperSurf 2007 chega à penúltima etapa do ano na onda do desenvolvimento sustentável. Na disputa que acontece de 12 a 16 de setembro, na praia de Maresias, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, serão plantadas árvores suficientes para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa pela atividade humana. Isso significa que, pela primeira vez no mundo, um campeonato de surfe terá todo o gás carbônico gerado durante a competição anulado.

As mudas serão plantadas em uma parceria entre o site "Planeta Sustentável", e a instituição "Iniciativa Verde" em áreas de reflorestamento no território nacional. Durante a competição, um grupo de técnicos vai calcular a quantidade de gás carbônico gerada em função da competição para depois chegar ao número de mudas necessárias para a neutralização. No cálculo, serão levadas em conta todas as atividades que gerem emissões de gases-estufa, como geração de energia elétrica, carros e transporte aéreo de pessoas ligadas ao evento. (Fonte: GloboEsporte.com)

Aquecimento Global: Buraco foi avistado mais cedo neste ano

O buraco na camada de ozônio sobre a Antártida foi avistado mais cedo neste ano do que de costume -no fim do inverno-, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial. O buraco deve continuar crescendo até outubro, quando será possível dizer se ele está maior do que no ano passado, quando atingiu seu recorde. Especialistas estimam que a camada não deve se recuperar antes de 2065.
(Fonte: Ecopress)

terça-feira, 28 de agosto de 2007

A imagem da tragédia grega no Peloponeso


As notícias divulgadas ao redor do mundo sobre incêndios florestais são repletas de histórias (e sobre os possíveis linques entre o aquecimento global e a intensidade e freqüência deles). Nessa foto podemos ter uma perspectiva do tamanho do problema que a Grécia está enfrentando com os incêndios no Peloponeso.

Até agora os incêndios já causaram a morte de 59 pessoas, e deixaram mais de cem feridos e cerca de 3 mil desabrigados só no oeste do Peloponeso. Os danos materiais ainda não foram estimados. No domingo (26), os sítios arqueológicos de Olímpia foram salvos por pouco do fogo. Os arredores, no entanto, foram consumidos pelas chamas.

Segundo o primeiro-ministro grego, Kostas Karamanlis, trata-se de uma “tragédia nacional”. (Foto: NASA)

Mundo precisa de US$ 200 bi anuais contra aquecimento, diz ONU

O mundo precisa de investimentos entre US$ 200 bilhões e US$ 210 bilhões ao ano até 2030 para controlar o aquecimento global, segundo documento das Nações Unidas que começou a ser discutido nesta segunda-feira (27) em uma conferência de cinco dias na capital da Áustria, Viena.

A conferência serve como preparação para a próxima cúpula do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, que será realizada em Bali, na Indonésia, em dezembro, quando deverá ser redigido o sucessor do Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.

Segundo Yvo de Boer, secretário-executivo da UNFCCC, a Agência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, o encontro desta semana indicará o grau de comprometimento dos países em tentar controlar os efeitos das mudanças climáticas.

A principal questão em discussão em Viena, segundo ele, é de ordem econômica.

"Os investimentos tradicionais devem ser direcionados a alternativas que levem em conta o impacto do aquecimento global. Se não conseguirmos fazer isso, os efeitos dele se tornarão ainda maiores e, futuramente, será preciso meios financeiros também maiores para lidar com as mudanças climáticas", afirma De Boer.

Em Bali serão discutidos também a forma como os investimentos bilionários serão empregados e como serão divididos entre os países.

O encontro desta semana, na opinião de De Boer, serve principalmente como um termômetro.

"Saberemos se o desejo político de combater as mudanças climáticas passará de um bem-intencionado discurso para ações mais concretas", afirmou.

Mais de mil delegados de 150 países, entre eles o Brasil, estarão presentes aos debates. (Estadão Online)

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Brasil diz que combate efeito estufa, mas não aceita metas

O Brasil faz esforços para combater o aquecimento da atmosfera terrestre, mas não está disposto a aceitar metas para diminuir suas emissões de gases do efeito estufa em um acordo que suceda o Protocolo de Kyoto, disse em Viena José Domingos Miguez, secretário-executivo da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima.

A imposição de metas para países em desenvolvimento equivaleria a "desvirtuar" o Protocolo de Kyoto, cuja vigência termina em 2012 e que destaca a maior responsabilidade histórica das nações desenvolvidas para o aquecimento global, afirmou Miguez.

O secretário-executivo participa de reunião técnica da Convenção Marco da ONU sobre Mudança Climática (UNFCCC, sigla em inglês) que é realizada esta semana na capital austríaca como preparação para o encontro internacional de líderes políticos que acontecerá no fim do ano, em Bali.

No terceiro mundo, afirmou Miguez, "parte da população está fora do mercado", e as emissões de gases do efeito estufa decorrem, em grande medida, de um processo de desenvolvimento. Já as nações ricas são responsáveis pelo atual processo de aquecimento global, pois se industrializaram antes - entre o final do século 18 e a primeira metade do 19.

Entre os esforços que o Brasil está fazendo, acrescentou, encontra-se uma grande diminuição no nível de emissões provocadas pelas queimadas em florestas, disse Miguez.

No Brasil, as queimadas florestais são responsáveis por cerca de três quartos das emissões de dióxido de carbono (CO2) e pela metade das emissões totais de gases que provocam o efeito estufa.

O secretário-executivo lembrou que o Brasil também participa de 32 projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), iniciativa do Protocolo de Kyoto por meio da qual as nações ricas ganham créditos para suas emissões ao financiar ações que reduzam as emissões nos países em desenvolvimento. (Fonte: Estadão)

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Os Simpsons e o meio ambiente

Será lançado hoje no Brasil Os Simpsons – O Filme. Confesso, eu estava esperando.

“Os Simpsons” além de muito engraçado é contemporâneo. Seu roteiro teve 158 tratamentos diferentes, e começou a ser escrito em 2003. O resultado disso é um filme que despeja seqüências inumeráveis de piadas sobre o público, desde o primeiro minuto do filme ao último minuto da rolagem dos créditos.

O enredo do filme gira em torno da questão ambiental e dos efeitos do aquecimento global. O filme faz severas críticas ao modo como as pessoas lidam com o meio ambiente.

O filme começa com a família Simpsons no cinema assistindo Comichão e Coçadinha, e depois de caçoar da audiência, mostra que o presidente dos EUA é um rato e a vice, Hillary Clinton. Uma pista importante sobre o que está por vir. Mais adiante vai mostrar que o presidente atual é Arnold Schwarzenegger, quem como atual governador da Califórnia tem se dedicado muito a causas ambientais.

Em uma das cenas, durante o concerto do Green Day, uma das participações especiais da aventura. O vocalista Billie Joe Armstrong anuncia, após três horas de show, que vai falar um pouco sobre a importância do meio ambiente, o que é suficiente para todos os expectadores lancem um monte de lixo sobre o grupo, contribuindo para poluir o rio sobre o qual o concerto estava acontecendo.

Mais tarde, após o prefeito de Springfield decretar que o rio não poderia mais ser poluído, é a vez de Homer jogar sua porção no rio - que não é pouca - e deflagrar um caos ambiental de proporções globais, despertando a ira da população.

Quando o povo de Springfield é isolado do resto do mundo em uma cúpula de vidro e está prestes a ser exterminado, surge uma oportunidade para Homer sair, de maneira instantânea, da pele do vilão inconseqüente para a do herói salvador.

E tem aquela cena em que o Homer... bem, melhor ir ver. Valeu a pena esperar.
(Foto: Divulgação.)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Biocombustíveis "podem provocar falta de água"

A advertência foi feita durante a World Water Week, a conferência mundial que reúne esta semana na capital sueca 2.500 representantes de 140 países, organizações não-governamentais e agências da ONU para debater a questão da água. “É preciso enfatizar o fator água no debate sobre os biocombustíveis”, destacou em entrevista à BBC Brasil o professor Jan Lundqvist, diretor do Comitê Científico do Instituto Internacional da Água de Estocolmo (SIWI).

Projeções sobre o crescimento da demanda por biocombustíveis indicam que este aumento pode ter efeitos perversos sobre a oferta de água, já ameaçada pela necessidade de produzir alimentos para a crescente população global.

As mudanças climáticas já representam um sério impacto sobre os recursos hídricos, observa o cientista americano. E a necessidade de cumprir a meta do Milênio da ONU, de reduzir para a metade a pobreza extrema no mundo em 2015, implica um aumento imediato da produção de alimentos. “O aumento da produção de biocombustíveis pode significar, portanto, uma pressão adicional sobre os recursos hídricos”, diz Rogers.

De acordo com os cientistas, os países precisam pensar duas vezes antes de embarcar em projetos de produção de biocombustíveis em larga escala. O Brasil deve evitar os riscos para o meio ambiente e a oferta de alimentos. “O Brasil tem o potencial de aumentar a produção de biocombustíveis em áreas que não são utilizadas para o cultivo de alimentos e em regiões onde existe a possibilidade de elevar a produção sem conseqüências negativas diretas para o meio ambiente ou o abastecimento de alimentos”, indica Lundqvist.

Apesar das advertências, os cientistas evitam fazer dos biocombustíveis uma espécie de novo vilão na questão da água. Segundo eles, o setor de biocombustíveis ainda é uma área relativamente nova, que traz também oportunidades. "Tecnologicamente, haverá uma segunda geração de biocombustíveis, e já há pesquisas para tentar desenvolver bioenergia a partir de celulose, por exemplo. O que é urgente neste momento é estar atento para a necessidade de práticas e formas de produção, incluindo a de biocombustíveis, que façam de fato um uso sustentável da água", afirma Lundqvist. (Fonte: BBC Brasil)

Cidades verdes

Curitiba foi selecionada entre as 15 cidades que mais se preocupam com o meio ambiente no mundo.

A seleção foi feita pelo Grist Newswire Service (EUA) que selecionou as 15 cidades que na sua avaliação merecem reconhecimento pelo esforço em desenvolver projetos de convivência ambiental, que ajudam a milhões de pessoas a viver melhor.

A divulgação foi feita na revista: “15 Green Cities”, Grist Newswire Magazine. As cidades selecionadas em ordem são: Reykjavik (Islândia), Portland (EUA), Curitiba (Brasil), Malmö (Suécia), Vancouver (Canadá), Copenhague (Dinamarca), Londres (Inglaterra), São Francisco (EUA), Baía de Caráquez (Equador), Barcelona (Espanha), Bogotá (Colômbia), Bancoc (Tailândia), Kampala (Uganda), Austin (EUA).

De acordo com pesquisas, 99% dos curitibanos estão felizes por viverem em Curitiba.

Fatores naturais vão compensar aquecimento humano

De acordo com estudos realizados pelo Met Office, o departamento de meteorologia do governo britânico , vários fatores naturais deverão compensar parcialmente o aquecimento do planeta.

De acordo com sua primeira análise dos fatores naturais e humanos responsáveis pela mudança climática, o Met Office determinou que em 2014 a temperatura estará 0,3 grau Celsius acima da de 2004, apesar do efeito refrescante de fatores naturais, como o esfriamento dos mares.

No entanto foi confirmado que embora as variações na temperatura do mar e até o "filtro solar" criado por cinzas vulcânicas possam atenuar o impacto humano em algumas áreas, o aquecimento do planeta como um todo continua sendo inevitável.

"Ocorrências do El Niño, por exemplo, têm um efeito significativo sobre as previsões de curto prazo. Ao incluir tal variabilidade interna, demonstramos uma melhoria substancial nas previsões da temperatura da superfície", disse Smith.

"O relativo resfriamento observado nos mares do Sul e no Pacífico tropical no último par de anos foi corretamente previsto pelo novo sistema, nos dando uma maior confiança no desempenho do modelo." (Fonte: Estadão Online)

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Leonardo DiCaprio lança documentário sobre clima


O ator Leonardo DiCaprio lança o documentário "The 11th Hour" (em tradução livre, "A 11ª Hora"), que aborda a questão das mudanças climáticas. O documentário foi produzido após o premiado "Uma Verdade Inconveniente", do ex-vice-presidente americano Al Gore.

De acordo com os produtores de "The 11th Hour" o lançamento foi feito pensando no sucesso do documentário de Gore, e nas próximas eleições presidenciais.

Leonardo DiCaprio declarou que "sem a obra de Gore, este filme não seria possível". O ator é um admirador do ex-vice presidente e foi quem entregou a ele o Oscar de melhor documentário deste ano.

Dirigido pelas irmãs Leila e Nadia Conners, "The 11th Hour" não discute se o aquecimento global existe ou se as atitudes do homem prejudicam a Terra: ele mostra quando vai acontecer.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Mudança climática pode provocar fome em países pobres, diz FAO

As secas e inundações provocadas pelas mudanças climáticas devem reduzir a produção de alimentos e aumentar a fome nos países em desenvolvimento, disse na terça-feira a FAO, órgão da ONU para alimentação e agricultura.

Mesmo pequenas elevações das temperaturas já podem provocar um declínio das safras e aumentar o risco de fome nas baixas latitudes, especialmente em áreas tropicais com estações secas, disse Jacques Diouf, diretor-geral da FAO.

"A agricultura alimentada pelas chuvas em áreas marginais de regiões semi-áridas e sub-úmidas estão majoritariamente sob risco", disse Diouf em declaração divulgada após uma conferência na Índia.

"A Índia pode perder 125 milhões de toneladas de produção de cereais alimentada pelas chuvas -- o equivalente a 18 por cento da sua produção total", disse ele.

A mudança climática já atingiu áreas florestais e suas populações, na forma de incêndios, pestes florestais e doenças, segundo a FAO. (Por Svetlana Kovalyova/Fonte: Reuters)

Ondas de calor disparam no Mediterrâneo

No dia mais quente deste ano em Portugal, um estudo publicado na revista científica «Geophysical Research Letters» previu que as ondas de calor na região mediterrânica aumentem 200 a 500 por cento no decurso deste século...

O número de dias de calor extremo e perigoso para a vida humana, com temperaturas máximas superiores a 35 graus, deve aumentar entre 200 e 500% nos países do Mediterrâneo ao longo deste século. Uma investigação da Universidade de Purdue, nos EUA, e do Centro Internacional de Física Teórica Abdus Salam, em Itália, conclui que, se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem ao ritmo actual, o número de dias por ano com mais de 35 graus aumentarão cinco vezes na região.

A investigação sublinha, porém, que se forem reduzidas as emissões, os dias com temperaturas extremas aumentariam apenas em 50%. O estudo «Heat stress intensification in the Mediterranean climate change hotspot» refere que as zonas com maior risco de sofrer aumento de ondas de calor são o ocidente de França e as costas de Espanha e do Norte da África.
Em Portugal viveu-se ontem o dia mais quente. O Instituto de Meteorologia registou temperaturas acima da média para a época, que terão chegado aos 42 graus no Alentejo e Ribatejo. As elevadas temperaturas levaram o IM a colocar 10 distritos em alerta laranja, um a vermelho e sete a amarelo. A meteorologista Cristina Simões disse que as temperaturas hoje “vão descer acentuadamente”.

Planeta registra em 2007 recorde de condições climáticas extremas

Uma longa lista de países do planeta registrou desde o início do ano um número recorde das condições climáticas extremas que provocaram inundações, ondas de calor, tormentas e frio intenso, informou nesta terça-feira a agência da ONU sobre o clima. As observações preliminares também indicaram que a temperatura global na superfície terrestre entre janeiro e abril passados alcançou um nível histórico, segundo comunicado da Organização Mundial Meteorológica (OMM).

A OMN afirmou que os termômetros poderiam ter aumentado 1,89 grau com relação a média de janeiro e 1,37 grau para abril. Na Europa, calcula-se que as temperaturas de abril tenham superado em quatro graus, afirmou Omar Baddur, cientista da OMM. As condições climáticas confirmaram as previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, que alertou para um aumento nos fenômenos extremos.

“O início de 2007 foi muito ativo em termos de acontecimentos climáticos extremos”, declarou Baddur, que citou como exemplo as monções de intensidade excepcional e as grandes inundações que se registraram no sul da Ásia nestas últimas semanas e que afetaram a 30 milhões de pessoas. Outros eventos incluem a atual onda de calor no sudeste da Europa, as fortes chuvas que caíram sobre o sul da China em junho e o ciclone tropical Gonu, o primeiro no mar da Arábia que atingiu o Irã e o Omã no início deste mesmo mês, causando 50 mortes.
(Fonte: France Press)

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Gore denuncia manipulação de informações

As pesquisas científicas que contestam o aquecimento global são parte de uma campanha organizada pelas empresas que mais poluem o planeta -- elas tentam manipular a opinião pública para evitar mudanças nas leis ambientais. A denúncia foi feita nesta terça-feira pelo ex-vice-presidente americano Al Gore, um dos principais nomes da causa ambiental no mundo, em uma conferência realizada em Cingapura.

"Há uma campanha organizada, que custa cerca de 10 milhões de dólares por ano aos maiores poluidores do mundo, para criar a impressão de que há discordâncias entre os cientistas", acusou Gore. "Na verdade, há quase nenhuma discordância entre eles." Gore comparou a suposta campanha aos milhões de dólares gastos pelas fábricas de cigarro no passado para tentar mostrar que havia dúvida sobre os efeitos nocivos do tabaco.

"Estão tentando manipular as opiniões. Tratam a todos como tolos", atacou Gore, que lembrou ainda que as provas sobre o aquecimento global "já são um dos consensos científicos mais fortes da história". "Vivemos em um mundo em que a propaganda tem um papel decisivo na opinião pública", lembrou ele, pedindo que os esforços dessas empresas nos bastidores sejam revelados ao público em todo o planeta.

O ex-vice de Bill Clinton citou o nome de uma das empresas supostamente envolvidas na manipulação de informações -- a ExxonMobil, maior empresa de petróleo de todo o mundo, que já havia sido acusada no passado de pagar pesquisas que contestassem o aquecimento global. A empresa nega as acusações. Gore disse na conferência que as maiores companhias do planeta devem reconhecer a mudança climática e começar a agir. (Fonte: Veja.)

Fotos sobre o aquecimento global

Para ver uma seleção de fotos sobre o efeito do aquecimento global no Ártico, Antártida, geleiras, zonas temperadas, e a elevação do nível dos mares, clique na foto para entrar no saite.




Plantio de árvores pode não compensar emissões de carbono

Os esquemas de plantio de árvores - popularmente usados para compensar as emissões de carbono - pouco fazem para combater as mudanças climáticas, afirma um grupo de analistas australianos. Um artigo publicado pelo Instituto Austrália domingo (05) acusa governantes e empresários de explorarem essa “moda” para evitar a necessidade de cortes reais nas emissões de gases do efeito estufa.

“Ao desviarem os fundos e a atenção das pessoas para projetos que são duvidosos quanto à eficácia significativa na redução de emissões a longo prazo, alguns esquemas de compensação podem estar causando mais prejuízos do que benefícios”, afirma Christian Downie, autor do relatório.

“O plantio de árvores é o tipo mais popular de compensação de carbono promovido na Austrália, mas, de fato, é o meio menos efetivo de se lidar com as mudanças climáticas”, avalia. E acrescenta: “As evidências indicam que a compensação proveniente de energia renovável é mais concreta de todas, seguida por aquelas resultantes de projetos de eficiência energética. O florestamento fica por último”.

Downie diz que a Austrália precisa de um esquema compulsório de autorização para projetos de compensação de carbono. Também afirma que há fortes razões para se excluir as compensações baseadas em florestamento de um sistema de negociação de emissões no país, ou pelo menos, para se restringir o uso desses projetos.

“O plantio de árvores ou o florestamento podem não assegurar uma redução real, mensurável e permanente nas emissões de gases causadores do efeito estufa porque, cedo ou tarde, a floresta será derrubada, queimada ou destruída”, enfatiza

O autor explica que, quando as pessoas compram compensações de um projeto de florestamento por meio de uma passagem de avião, por exemplo, elas estão na verdade comprando uma promessa de que as emissões imediatas daquele vôo será compensada gradualmente nos próximos 100 anos. “Mas há uma garantia muito pequena, se houver alguma, de que isso realmente vai acontecer”. (CarbonoBrasil)