quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Cresce apoio para mercado de carbono ser usado na conservação de florestas

O uso do mercado de carbono como uma maneira para arrecadar fundos para a proteção de florestas ganhou ainda mais apoio recentemente, quando diversas entidades se manifestaram a favor da iniciativa. A idéia é pressionar os ministros do meio ambiente de todo o mundo, que irão se reunir em dezembro, para incluirem essa mudança no novo tratado que irá substituir o Protocolo de Kyoto, que termina em 2012.

ONGs ambientais agrupadas no Global Canopy Programme (GCP - uma aliança global de estudos e pesquisas das florestas mundiais), incluindo o Friends of Earth Brazil e a Care International, apelaram para que as conservações sejam incluídas a todo custo no novo tratado.

"Queremos que a proteção de florestas sejam incluídas nos mercados nacionais e internacionais de carbono. Deter o processo de desmatamento é uma oportunidade para se conquistar uma grande vitória contra o aquecimento global", afirma Andrew Mitchell, fundador e diretor do GCP.

A demanda pela neutralização de emissões de carbono está crescendo em grandes empresas do ocidente. Companhias desejam alcançar metas governamentais e serem vistas como ecológicamente corretas ao pagarem para outras entidades cortarem emissões em seu beneficio.

Mobilizar esse mercado para a manuntenção de florestas é a grande intenção dos grupos ambientais. Atualmente, projetos de conservação não são selecionáveis para projetos MDL, diferente, por exemplo, de projetos de energias renováveis.

Quem também manifestou interesse na inclusão da proteção florestal foram os reguladores reunidos em Berlim. Liderados pelo enviado das Nações Unidas e ex-presidente chileno, Ricardo Lagos, eles informaram que a conservação deve ser incluída no protocolo pós-Kyoto.

Na semana passada, foi a vez da World Wildlife Fund e o International Institute for Environment and Development (IIED) declararem o mesmo.

"O crescente mercado de carbono oferece grandes oportunidades por ligar a diminuição das emissões de gases do efeito estufa com a conservação das florestas e da biodiversidade", afirmaram o WWF e o IIED em uma nota, acrescetaram ainda que a iniciativa é importante para comunidades locaias e não apenas especuladores.

O Banco Mundial já largou na frente e anunciou planos para projetos pilotos na Papua Nova Guinea, Costa Rica, Indonésia e em outros países,permitindo o ganho de dividendos em troca da preservação de suas florestas. (CarbonoBrasil)

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